A história da Rede Gasol de Combustíveis é o reflexo da própria história de sucesso da nova Capital brasileira. Desenvolveu-se com o crescimento de Brasília e a determinação do seu fundador, Elson Cascão, após adquirir e inaugurar seu primeiro posto, na Cidade Livre, no dia 21 de julho de 1958, quando caminhões rasgavam canteiros de obras em meio à poeira vermelha do cerrado.
A corrida para o Centro Oeste agitava todas as regiões do país, buscando atender ao prazo dado pelo Presidente Juscelino Kubitschek e fazendo com que se confundissem os sonhos dos desbravadores, o burburinho dos operários e o alvorecer de uma cidade-símbolo, hoje considerada patrimônio da humanidade
Neste grupo de desbravadores estão quatro empresários que investiram toda sua capacidade, capital e trabalho no Distrito Federal. São eles: Élson Cascão, Antônio Matias, Luiz Imbroisi e Laudenor Limeira, proprietários da Rede Gasol de Combustíveis, que comanda 92 postos de combustíveis e emprega mais de 2.500 funcionários.
O início dessa parceria completará no dia 21 de julho 52 anos de existência. A fórmula desse sucesso foi a dedicação ao trabalho. A cidade, muito diferente naquela época, tinha dezenas de outros problemas que são inimagináveis hoje. Os comerciantes tinham de enfrentar a falta de água, de energia, de abastecimento, de esgoto. Nos primeiros anos de Brasília, o número de automóveis não chegava a nove mil. Comandar uma empresa naquelas condições, então, principalmente um posto de gasolina, exigia muita criatividade, suor e sangue. E esses pioneiros tinham a garra e a juventude para tornar todos os seus sonhos e projetos possíveis.
Élson Cascão foi o dono do primeiro posto de gasolina do Distrito Federal, ainda em 1958. Com Brasília ainda para nascer, estava registrado em Luziânia. O posto levou seu sobrenome e teve seu endereço na 306 Sul. Pouco depois, outro jovem sonhador cruzaria com o caminho de Élson: Antônio Matias.
Quando Matias chegou ao Centro-Oeste, conseguiu um emprego em uma construtora. Ele havia escutado muito sobre o projeto da nova Capital e veio motivado a trabalhar para conseguir prosperidade e futuro. O emprego pagava muito bem para época, mas, apesar de ter se estabilizado, Antônio Matias largou seu trabalho na construtora para ingressar no posto de gasolina de Élson Cascão. Mesmo recebendo a metade do valor no novo emprego, ele viu o potencial de crescimento que o novo negócio tinha. Em 1959, depois de ter juntado um bom capital e de ter colocado tudo que podia no seu trabalho, Élson convidou Matias para se tornar sócio, o que deu início a uma parceria de muito sucesso. No posto trabalhavam apenas cinco pessoas. Funcionários e patrões se misturavam em simplicidade e esforço. Élson morava em um quartinho nos fundos, para cuidar de tudo pessoalmente. Matias também trabalhava sem limite de carga horária. Tudo isso sem energia elétrica, asfalto, água ou esgoto.
Eles foram mais importantes para o desenvolvimento das cidades do Distrito Federal do que se pode imaginar. Todos os dias, entregavam combustível para os geradores das empresas de construção. Os prédios da cidade foram construídos graças a esse trabalho de abastecimento na cidade, com seus caminhões de combustíveis. Eles também usavam caminhão para levar água e abastecer outras áreas.
Os postos de gasolina naquela época ocupavam papel muito interessante na vida dos recém- chegados. Eles eram pontos de encontro, lugares em que pessoas de todas as regiões do país podiam conversar e compartilhar estórias enquanto faziam a história. Todo mundo se conhecia pelo nome.
Era uma época em que ministros, senadores e deputados se misturavam a pedreiros, frentistas e comerciantes. A amizade era uma das formas de superar a saudade de todos os familiares que ficaram em seus estados e de superar as dificuldades de viver em uma cidade em gênese.
Em 1964, outros dois empresários do ramo se juntaram a Cascão e Matias para consolidar o grupo Cascão. Foram eles, Luiz Imbroisi e Laudenor Limeira. Os quatro juntos tinham força para fazer a empresa prosperar e multiplicar seus frutos. O resultado não poderia ser diferente: crescimento aliado à responsabilidade social. Desde o início da parceira destes quatro empresários, existe um tratamento especial dado ao empregado, já que este é o cartão de visita da empresa. Cada funcionário é respeitado e incentivado a estudar, a aprender e a colocar em prática seus aprendizados na melhoria da empresa. Eles sentem orgulho de trabalhar e crescer porque são encorajados a isso e sabem do reconhecimento que terão. Desse jeito, tanto os patrões quanto a sociedade lucram. A valorização dos funcionários, ação tão importante, mas que ainda não acontece efetivamente no País, é prática-regra da Gasol, desde 1958.
A Rede de postos de gasolina por muito tempo se chamou Cascão, e muitos candangos e pioneiros ainda se lembram dos projetos sociais da empresa, principalmente na área do esporte. As grandes corridas automobilísticas que aconteciam na cidade eram patrocinadas pelos postos Cascão, assim como todos os veículos eram abastecidos com a gasolina da empresa. Formaram-se aí uma geração de pilotos campeões, como Roberto Nasser, graças ao incentivo da empresa.
Com todo esse trabalho reconhecido na cidade, a empresa expandia seus negócios e abastecia cada vez mais o consumidor. Tudo fruto da política de responsabilidade social da empresa, abraçada por todos. Os projetos sociais continuavam a crescer, não só na área do esporte. Logo surgiriam campanhas que serviram de incentivo para a sociedade ajudar e entender que todos podemos fazer coisas grandiosas para ajudar, mesmo com tantas adversidades.
Hoje são mais de 2,5 mil funcionários em 92 postos de combustíveis. Eles representam uma força capaz de transformar vidas apenas dando exemplo. A Gasol, além de contribuir pagando impostos, qualificando profissionais e empregando milhares de pessoas, ainda realiza trabalhos sociais pioneiros que mobilizam toda uma população.
Por tudo isso, obrigado Brasília, porque aqui chegamos em nada, conseguimos nos erguer com força de nosso trabalho e nos mantemos, até hoje, com o simples desejo de trabalhar sempre mais.
O 1º contrato social da empresa